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Reflexões


13/06/2008


O Buscador

Esta é a historia de um homem a quem eu definiria como um buscador.Um buscador é alguém que busca, não necessariamente alguém que encontra, também não é necessariamente alguém que sabe o que esta buscando, é simplesmente alguém para quem sua vida é uma busca permanente.

Um dia o buscador sentiu que devia ir a cidade de kammir, de maneira que abandonou tudo e partiu. Após dois dias de marcha em empoeirados caminhos, lá longe divisou a cidade de Kammir. Um pouco antes de chegar a cidade, chamou-lhe poderosamente a atenção uma colina que se encontrava à direita do caminho.

Ela estava coberta de um verde maravilhoso, com numerosas arvores, pássaros e flores encantadoras tudo estava rodeado por uma pequena cerca envernizada. Uma pequena porta de bronze o convidava a entrar, de repente sentiu que esquecia da cidade e não resistiu à tentação de descansar um momento naquele lugar.

O buscador atravessou o portal e começou a caminhar lentamente entre as brancas pedras distribuídas como que aleatoriamente entre as arvores, permitiu que seus olhos pousassem como borboletas em cada detalhe desse paraíso multicolor. Seus olhos eram olhos de um buscador e, talvez por isso, descobriu sobre uma daquelas pedras aquela inscrição: "ABDUL TAREG VIVEU 8 ANOS, 6 MESES, 2 SEMANAS E 3 DIAS."

Sentiu-se um pouco angustiado ao perceber que essa pedra não era simplesmente uma pedra, era uma lápide, sentiu pena ao pensar em uma criança tão nova enterrada naquele lugar. Olhando ao redor, o homem se deu conta de que a pedra seguinte também tinha uma inscrição. Aproximou-se e viu que estava escrito: "YAMIR KALIB, VIVEU 5 ANOS, 8 MESES E 3 SEMANAS."

O buscador sentiu-se terrivelmente transtornado. Esse belo lugar era um cemitério e cada pedra era uma tumba, uma por uma começou a ler as lápides e todas tinham inscrições similares: um nome e o exato tempo de vida do morto e o que lhe causou maior espanto foi comprovar que quem mais tinha vivido, apenas ultrapassava os oito anos...

Invadido por uma dor muito grande, sentou-se e começou a chorar. A pessoa que tomava conta do cemitério, que nesse momento por ali passava, aproximou-se, permaneceu em silêncio enquanto olhava o homem chorar e, após algum tempo, perguntou-lhe se chorava por alguma pessoa da família. Ele respondeu:

- Não, ninguém da família. O que se passa nessa cidade? Que coisa tão terrível acontece aqui? Por que tantas crianças mortas enterradas neste lugar? Qual ahorrível maldição que pesa sobre essas pessoas que as obrigou a construir um cemitério de crianças?

O velho sorriu e falou:-- Pode acalmar-se. Não existe nenhuma maldição. O que acontece é que aqui temos um antigo costume que lhe contarei... Quando um jovem completa seus quinze anos, ganha de seus pais uma caderneta, como esta que eu mesmo levo aqui, pendurada no meu pescoço, é uma tradição entre a gente, que a partir desse momento, cada vez que você desfruta intensamente de alguma coisa, abre sua caderneta e escreve nela: à esquerda, o que foi desfrutado; à direita, o tempo que durou o prazer.

Conheceu alguém e se apaixonou?Quanto tempo durou essa enorme paixão e o prazer de conhece-la? Uma semana? Duas? Três semanas e meia? E depois? A emoção do primeiro beijo, quanto durou? O minuto e meio do beijo? Dois dias? Uma semana? E a gravidez ou o nascimento do seu primeiro filho? E o casamento dos amigos? E a tão desejada viagem? Quanto tempo desfrutou dessas situações? Horas? Dias? Assim, vamos anotando na caderneta cada momento que desfrutamos...e quando alguém morre, é nosso costume abrir a caderneta e somar o tempo desfrutado para gravá-lo sobre a pedra, porque este é,para nos, O ÚNICO TEMPO VIVIDO.

Moral da história: A vida é feita de momentos que nos preenche, momentos que nós faz feliz e podem ser lembrados, compartilhados, olhai as suas prioridades e veja se está realmente sabendo viver!!!

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Escrito por MundoMystiko.Com.Br às 15h09
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30/05/2008


História Hassídica

Era uma vez um príncipe que enraiveceu de tal forma o rei, seu pai, que ele o expulsou do seu reino. Um dia o rei se arrependeu e mandou procurar o filho, mas o príncipe havia desaparecido, como se tivesse desejado escapar do reino, do palácio e do pai. O príncipe havia vagueado uns tempos até que se juntou a um bando de bêbados, jogadores e prostitutas. Tornou-se o líder deles; afinal ele era um príncipe, tinha certo carisma.

Anos se passaram e o rei viu que estava morrendo e mandou o mais esperto dos seus ministros procurar o príncipe. O ministro pegou uma bela carruagem dourada, vários servos e quase que um regimento de pessoas. Fora da cidade havia uma tenda onde estava o príncipe com todas aquelas pessoas indesejáveis. O ministro mandou-lhe um mensageiro, porque era inconcebível que um ministro entrasse naquela tenda horrorosa e tivesse contato com aquelas pessoas nojentas. Mas a distância entre o Ministro e o Príncipe na tenda era enorme e a comunicação não foi possível. Ele falhou e voltou.

O rei mandou um ministro muito corajoso, que percebeu a falha do outro colega e resolveu ele mesmo entrar na tenda. Vestiu-se como um camponês e foi lá, entrou , misturou-se ao grupo, tornou-se amigo de todos e ficou encantado com a liberdade. O palácio era como se fosse uma prisão, e ali todo mundo era absolutamente livre, todos podiam, ser eles mesmos. Esse ministro também falhou porque nunca mais voltou.

O rei ficou muito aborrecido e resolveu mandar um 3º ministro, que além de corajoso, também era um sábio. Esse ministro pediu 3 meses para se preparar, antes de ir: "Porque?" perguntou o rei. "Para me lembrar", respondeu o ministro. Então ele começou a se lembrar: "Preciso lembrar-me que vim do palácio e que tenho um dever a cumprir."

Finalmente, ele foi. Vestiu-se, também, como um camponês; completou a dramatização fingindo-se de bêbado e de jogador e, até fingiu se interessar por prostitutas. Mas dentro de si continuava a lembrar-se: "Quem sou eu? que vim fazer aqui?" Ele se observava todo o tempo, ele era sábio. E, naturalmente, conseguiu levar o príncipe.

O 1º ministro era um rabino, um professor. Se você estiver se afogando num rio, ele fica sentado na margem dando-lhe conselhos. Ele não pode salvá-lo porque não pode salvar-se. Ele fica no seu lugar, com segurança. Só sabe dar belos conselhos, mas não tem experiência.

O 2º ministro tinha mais coragem do que sabedoria. Se alguém estivesse se afogando, ele imediatamente pularia no rio e se afogaria junto porque não tinha se lembrado que também não sabia nadar. Era corajoso, mas tinha se esquecido, tinha ficado hipnotizado pelo momento. Coragem somente não adianta.

O 3º ministro era um zadik, um mestre, conhecia pela sua própria experiência. É corajoso, assume o risco e também é sábio. Ele se lembra.

Moral da história: Toda vez que temos um objetivo em nossa vida, encontraremos no meio do caminho diversas situações que nos levarão a dispersão, ao desanimo, ao desalinho, mas se lembrarmos sempre por que estamos naquelas situações, por que estamos passando por algumas dificuldades ou o que esperamos com tudo isso, seremos mestre de nosso destino e um grande vencedor.

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Escrito por MundoMystiko.Com.Br às 20h39
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23/05/2008


O poder da porta negra

Era uma vez um país de Mil e Uma Noites. Neste país, havia um rei que era muito polêmico por causa de seus atos. Ele pegava os prisioneiros de guerra e levava para uma enorme sala. Os prisioneiros eram enfileirados no centro da sala e o rei gritava: "-Eu vou dar uma chance para vocês. Olhem para o canto direito da sala. "

Ao olharem, os prisioneiros viam alguns soldados armados de arco e flechas, prontos para ação. " - Agora, - continuava o rei - , olhem para o canto esquerdo."

Ao olharem, todos os presos notavam que havia uma terrível Porta Negra de aspecto dantesco. Crânios humanos serviam como decoração e a maçaneta era a mão de um cadáver. Algo horripilante só de imaginar, quanto mais para ver. O rei se posicionava no centro da sala e gritava:

-Agora, escolham: o que vocês querem? Morrerem cravados de flechas ou... abrirem rapidamente aquela Porta Negra e entrarem lá dentro enquanto eu tranco vocês? Agora, decidam, vocês têm livre arbítrio, escolham...

Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento: na hora da decisão, eles chegavam perto da terrível Porta Negra de mais de quatro metros de altura, olhavam para os desenhos de caveiras, sangue humano, esqueletos, aspecto infernal, coisas escritas do tipo: “Viva a morte”, etc, e decidiam: "- Quero morrer flechado..."

Um a um, todos agiam assim: olhavam para a Porta Negra e para os arqueiros da morte e diziam para o rei: "- Prefiro ser atravessado por flechas a abrir essa Porta Negra e ser trancado lá dentro."

Milhares optaram pelo que estavam vendo: a morte feia pelas flechas. Mas um dia, a guerra acabou. Passado algum tempo, um daqueles soldados do Pelotão da Flechada estava varrendo a enorme sala quando eis que surge o rei, o soldado, com toda reverência e meio sem jeito, perguntou: " - Sabe, ó Grande rei, eu sempre tive uma curiosidade, não se zangue com minha pergunta, mas... o que tem além daquela Porta Negra?"

O rei respondeu: " -Lembra que eu dava aos prisioneiros duas escolhas? Pois bem, vá e abra a Porta Negra."

O soldado, trêmulo, virou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio puro de Sol beijar o chão feio da enorme sala. Abriu mais um pouquinho a porta e mais luz e um gostoso cheiro de verde inundaram o local. O soldado notou que a Porta Negra abria para um caminho que apontava para uma grande estrada e foi aí que o soldado foi perceber: a Porta Negra a Porta Negra dava para a ... Liberdade. 

Moral da história: Todos nós temos uma Porta Negra dentro da mente que nos assusta e muitas vezes nos faz escolher errado. Para uns, a Porta Negra é o medo do desconhecido. Para outros, é uma situação difícil, ou uma frustração qualquer que envolve medo de assumir uma verdade, de se relacionar, de ser rejeitado, de mudar, que se caracteriza como uma trava imaginária para as inseguranças da vida.

Lembre-se se você pode perder, você pode ganhar. Se der um passo e enfrentar sua porta negra, você vai encontrar o raio de Sol entrando em sua vida. 

 

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16/05/2008


Os biscoitos roubados

Certo dia, uma moça estava a espera de seu vôo na sala de embarque de um aeroporto.Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos.

Então, ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem.

Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ela pensou para si: "Mas que cara de pau. Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse..."

A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo a deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou: "O que será que o abusado vai fazer agora?"

Então, o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Aquilo a deixou irada e bufando de raiva. Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque.

Quando sentou confortavelmente em seu assento, para surpresa dela, o seu pacote de biscoito estava ainda intacto, dentro de sua bolsa. Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela, e já não havia mais tempo para pedir desculpas.

O homem havia dividido os seus biscoitos sem se sentir indignado, ao passo que isto lhe deixara muito transtornada, não reclamou, nem sequer ofendeu-se com a divisão, enquanto ela, tomada por seu egocentrismo pensou tão mal do homem.

Moral da hstória: Em nossas vidas, por vezes, estamos comendo os biscoitos dos outros, e não temos a consciência de quem está errado somos nós. Olhamos as coisas por um único ângulo tendenciando para os nossos caprichos, não percebendo o quão erradas podemos estar.

Lembre-se que não são só os outros que cometem erros e não vamos ter razão sempre!

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09/05/2008


A borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que a natureza fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se passassemos esta nossa vida sem quaisquer obstáculos, nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.

Eu quis Força... e recebi Dificuldades para me fazer forte.
Eu quis Sabedoria... e recebi Problemas para resolver.
Eu quis Prosperidade... e recebi Cérebro e Músculos para trabalhar.
Eu quis Coragem... e recebi Perigo para superar.
Eu quis Amor... e recebi pessoas com Problemas para ajudar.
Eu quis Favores... e recebi Oportunidades.
Eu não tive nada do que quis ... Mas eu recebi tudo de que precisava.

Moral da história: Quando os problemas parecem maiores e você acreditar que alguém pode facilitá-los, ou que alguém deva fazer alguma coisa por você, lembre-se que ninguém é tão bom e poderoso contigo, quanto tu mesmo.

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02/05/2008


A decisão está em nossas mãos.

Numa cidadezinha modesta havia um grande sábio. A ele toda a população recorria em busca de ensinamentos e orientação para a vida. Havia, também, um menino que não aceitava a autoridade do sábio e vivia articulando uma forma de desmoralizá-lo perante a opinião pública.

Depois de muito pensar teve uma idéia: prenderia um pássaro em sua mão, depois perguntaria ao sábio se o pássaro está morto ou vivo, se o sábio dissesse que ele está morto, o menino soltaria o pássaro se dissesse que ele está vivo, ele mataria a ave apertando-a entre os dedos, assim o sábio não acertaria nunca!
E assim fez. Chegou perto do sábio e perguntou:
- Sábio, o senhor que sabe tudo, responda: este pássaro que está nas minhas mãos está vivo ou está morto?
O sábio olhou sereno e fixamente em seus olhos e respondeu: - Meu filho, o destino do pássaro está nas suas mãos, você que decide se ela vai viver ou morrer.
 
Moral da história: Nossas escolhas e oportunidades são como o pássaro, de alguma maneira sempre estará nas nossas mãos fazer o melhor que pudermos por ela ou pagarmos o preço por alguma decisão errada. Agir com sabedoria pensando no bem de forma geral e especialmente no seu, sem dar vazão ao Ego, sempre será a saída. A vida é única e muito especial, portanto, lembra-te:

 
OLHE no teu jardim as rosas entreabertas, e nunca as pétalas caídas;
OBSERVE em teu caminho a distância vencida e nunca o que ainda falta;
GUARDE no teu olhar os brilhos de alegria e nunca as névoas de tristezas;
RETÉM da tua voz risadas e canções e nunca os teus gemidos;
CONSERVE em teus ouvidos as palavras de amor o nunca as de ódio;
GRAVE em tua pupila o nascer das auroras e nunca os teus poentes;
CONSERVE no teu rosto as linhas do sorriso e nunca os sulcos do teu pranto;
CONTE aos homens as cores das tuas primaveras e nunca as tempestades do verão;
GUARDE da tua face apenas as carícias, esquece as bofetadas;
CONSERVE de teus pés os passos retos e puros, esquece os transviados;
GUARDE de tuas mãos as flores que ofertaram, esquece os espinhos que ficaram;
CONSERVE em teus lábios as mensagens bondosas, esquece as maldições;
RELEMBRE com prazer as tuas escaladas, esquece o prazer fútil das descidas;
RELEMBRE os dias em que fostes água limpa, esquece as horas em que foi brejo;
CONTE e mostre as medalhas das tuas vitórias, esquece as cicatrizes das derrotas;
OLHE de frente o sol que existe em tua vida, esquece a sombra que fica atrás;
 
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25/04/2008


Deus nunca erra!

Um rei que não acreditava na bondade de DEUS, tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: "Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!"

Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei, o servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão. Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: " - Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo."

O servo apenas respondeu: " - Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas, o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!".

Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.

Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu -o muito afetuosamente e disse-lhe: " -  Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida, se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?"

E o servo tranquilamente respondeu: " - Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum, por isso, digo, tudo o que Deus faz é perfeito."

Moral da história: Por mais injusta, triste ou chata que pode ser uma situação, ela tem algum próposito, de uma maneira ou de outra ela irá lhe servir no mínimo para um aprendizado maior e por isso não deve ser temida. Realmente Deus sempre sabe o que faz e se hoje ele te deu uma lição que parece mais pesada que o que você merece ou gostaria lembre-se do processo de evolução fundamental a todos nós.

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18/04/2008


Movendo Montanhas

Havia nos Andes duas tribos em guerra. Uma vivia na parte baixa, a outra, na parte alta das montanhas.

Um dia, a parte baixa foi invadida pelos povos do alto, que, além de saquearem os inimigos, raptaram um bebê e o levaram para as montanhas.

Os povos da parte baixa não conheciam os caminhos usados pelos povos da montanha, não sabiam como chegar ao alto, como chegar aos inimigos ou rastrear seus passos pelos terrenos escarpados, mesmo assim, enviaram seus melhores guerreiros para subir a montanha e trazer a criança de volta. Os homens tentaram diferentes métodos de escalada, primeiro um caminho, depois outro.

Após vários dias de esforços, não tinham subido nem quinhentos metros. Sentido-se impotentes e sem esperança, os homens da parte baixa consideraram a causa perdida e se prepararam para voltar para sua cidade, enquanto arrumavam o equipamento para a descida, viram a mãe do bebê andando na direção deles.

Perceberam que ela estava descendo a montanha que eles não tinham conseguido subir. E então descobriram que o bebê estava amarrado às costas da mulher. Como era possível?

Um dos homens a saudou, dizendo: "- Nós não tivemos êxito em subir a montanha. Como você chegou ao alto se nós, os homens mais fortes e capazes da cidade, não conseguimos?"

Ela encolheu os ombros e respondeu: "- É que não era o filho de vocês que estava lá."

Moral da história: Quando queremos mesmo alguma coisa, temos amor e nos dedicamos a um objetivo o caminho nunca será árduo, a dificuldade nunca será maior que sua vontade, a distância ou a demora nunca te levaram a desistência, porque o resultado da vitória é certeiro.

Mesmo que algo ruim possa ter se abatido sobre seu momento, não desacredite no seu potencial, não deixe de lado seus sonhos e seus desejos, confie em você e não deixe que o desistimulo e a dor sejam maiores.

Lembre-se que a pérola é resultado de dores e problemas, pois se uma substância estranha ou indesejavel entrar no interior da ostra, como no caso de um parasita ou um grão de areia, as células do nácar (parte lustrosa e interna da ostra) começam a trabalhar para cobrir a substância estranha e proteger a ostra, que permite então a formação das pérolas. Assim sendo uma ostra que não teve sua normalidade ferida, não produz pérolas e não terá o mesmo valor. Pense nisso!!!

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11/04/2008


A história do Burro

Um dia, o burro de um camponês caiu em um poço. Não chegou a se, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o burro já estava muito velho e que o poço já estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma.

Portanto não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar viva o burro.

Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço, o burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente.

Porém, após algum tempo de desespero, e tantas pás de terra que havia sido jogado sobre ele, para surpresa de todos o burro aquietou-se e então o camponês finalmente olhou para o poço e se surpreender com o que viu.

A cada pá de terra que caía sob as costas do burro, o burro a sacudia, dando um passo sob esta mesma terra que caía no chão, assim em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

Moral da história: A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra, principalmente quando você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço e ficar bem é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela, lembrando que cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos.

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